Biorrefinaria realizou estudos sísmicos e se prepara para os testes de perfuração geológica em iniciativa que contribuirá para descarbonização da matriz energética brasileira
Após anos de avaliação, a Uisa, uma das maiores biorrefinarias do Brasil, deu um passo significativo em seu projeto de Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (do inglês, Bioenergy with Carbon Capture and Storage – BECCS), com avaliação preliminar positiva de elegibilidade pela plataforma Puro.earth, tendo sido listada pela plataforma como futura fornecedora de remoções de carbono de alta integridade.
A Puro.earth é a primeira plataforma de créditos exclusiva para remoção permanente de carbono por meio de soluções de engenharia robustas e verificáveis. A análise foi realizada por especialistas em remoção de carbono da certificadora e assegura que o projeto segue os critérios de elegibilidade da plataforma, garantindo o alinhamento com seus rigorosos padrões de certificação para estocagem geológica de carbono, incluindo aspectos financeiros, regulatórios, segurança geológica e sustentabilidade.
“O resultado positivo nesta avaliação preliminar é muito importante para o projeto. Ela confirma a solidez da nossa aposta e nos dá a confiança necessária para avançar com otimismo para a próxima fase, que inclui os testes de perfuração”, conta José Fernando Mazuca Filho, CEO da Uisa.
Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS)
O BECCS é um projeto criado com foco na estocagem permanente de carbono, derivado da produção de etanol, no subsolo. Considerado inovador no setor de cana-de-açúcar, o projeto ainda está em fase inicial de estudos e na preparação para a perfuração geológica, que deve acontecer em 2026.
A aposta no BECCS faz parte de um plano de investimentos mais amplo da Uisa. Com ele, a Companhia planeja estocar geologicamente até 550.000 toneladas de CO2 e, com essas remoções, poderá negativar a pegada de carbono de seu etanol ou atuar na venda de créditos de carbono como solução para abatimento de emissões em setores de difícil descarbonização, como a aviação e o transporte marítimo, reduzindo a pegada ambiental de cadeias de produção vitais.
“A iniciativa contribui diretamente para a mitigação das mudanças climáticas e a descarbonização da matriz energética brasileira. A previsão é que, se confirmada a viabilidade, o projeto possa entrar em operação em 2029”, complementa Mazuca.
Saiba mais sobre a avaliação preliminar da Uisa no site: https://puro.earth/CORC-co2-removal-certificate/supplier-listing/usinas-itamarati-s-a-196
